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Doação de órgãos e tecidos: conheça as dúvidas mais comuns

Saiba quem pode ser doador e como esse gesto pode salvar vidas

A doação de órgãos é um gesto altruísta que ajuda a salvar muitas vidas, mas que ainda gera algumas dúvidas sobre o assunto – principalmente em relação às formas de doação e como declarar-se um doador. A enfermeira Márcia Rejane Valentim, gerente da Unidade de Transplantes do CHN, reuniu as principais questões envolvendo a doação de órgãos e tecidos.

​Quem pode ser um doador? 

Márcia Rejane Valentim: Para ser um doador de órgãos e tecidos, o paciente, adulto ou criança, precisa ter o diagnóstico confirmado de morte cerebral. 

Posso ser um doador ainda em vida? 

Márcia Rejane Valentim: Sim! Caso seja de desejo do doador, ele deve expressar sua vontade aos seus familiares. Converse com sua família sobre este desejo.

​Quais órgãos ou tecidos podem ser doados? 

Márcia Rejane Valentim: Após a confirmação de morte cerebral, uma única pessoa pode doar rins, fígado, coração ou válvulas cardíacas, pâncreas, pulmões, intestino, córneas, ossos, córneas e até mesmo a pele. Quem define quais órgãos podem ser doados é a sua família. Apenas um doador tem a chance de salvar a vida de muitos pacientes que aguardam na fila de transplante. 

Quem não pode doar? 

Márcia Rejane Valentim: Pacientes diagnosticados com câncer, doença infecciosa grave aguda ou doenças infectocontagiosas – como o HIV, as hepatites B e C e a Doença de Chagas. Também não podem doar os pacientes que são diagnosticados com insuficiência múltipla de órgãos.

​Como minha família será informada da possibilidade de doação dos meus órgãos? 

Márcia Rejane Valentim: Logo após a declaração de morte cerebral, a família será informada quanto à possibilidade de doar seus órgãos e/ou tecidos. Caso concordem, os familiares serão convidados a assinar os documentos necessários. Lembrando que, no Brasil, o transplante de órgãos só pode ser realizado após a autorização familiar. 

Haverá algum custo para a minha família? 

Márcia Rejane Valentim: Não há nenhum ganho material ou custo para a família no momento da doação. A legislação brasileira exige que a doação seja um ato altruísta familiar sem interferência econômica. 

Após a autorização da doação, como ela é feita? 

Márcia Rejane Valentim: Serão realizados alguns exames para confirmação de histocompatibilidade, assim como análise da presença de anticorpos do HIV, hepatite B e C, HTLV, sífilis, doença de Chagas, citomegalovírus e toxoplasmose. Também serão feitos exames para avaliar a saúde e viabilidade dos órgãos. Dependendo dos órgãos que a família liberou para doação, inicia-se neste momento a busca de quem será os receptores na fila do transplante. Depois de realizadas todas as avaliações, o doador é encaminhado para a cirurgia de retirada de órgãos.

​É possível saber quem recebeu o órgão? 

Márcia Rejane Valentim: Caso o receptor tenha interesse, pode entrar em contato com o Programa Estadual de Transplante (PET), que promove o encontro entre doador e receptor após o período de dois anos após o procedimento. 

A importância da doação de órgãos 

Márcia Rejane Valentim: A doação é fundamental para devolver a saúde e qualidade de vida de pacientes com doenças em estágio avançado, como insuficiência hepática, cardíaca e renal; doenças pulmonares e outras condições. É um grande gesto de amor de uma família para como o próximo. 

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